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2º ano do EM – A diversidade cultural brasileira

Olá pessoal,

Gostaria de compartilhar com vocês esse vídeo que possibilita pensar o que será trabalhado neste bimestre: a diversidade cultural brasileira:

Pessoas no video:
0:31 – Chico Buarque e Tom Jobim
0:40 – 2ª pessoa – Pixinguinha. As outra duas eu não sei.
0:45 – Sergio Buarque, pai do Chico.
0:53 – Jair Rodrigues, a esquerda.
0:56 – Jair e Nara Leão.
1:09 – Dorival Caimmy.
1:34 – Milton Nascimento, de roupa listrada.
2:01 – Caetano Veloso, de branco.
2:08 – Foto das filhas e da ex-mulher do Chico. Marieta Severo, ex-esposa do Chico, é a mesma que faz a Grande Família, na Globo, e fez a mãe do Cazuza no filme.
2:15 – Daniela Mercury
2:18 – Maria Bethania, irmã de Caetano Veloso.
2:20 – Lenine
2:27 – Toquinho

Nomes que aparecem na música (clique no nome para saber mais):

Antonio Brasileiro
Dorival Caymmi
Jackson do Pandeiro

Ari (Barroso)

Vinícius (de Morais)
Nelson Cavaquinho
Luiz Gonzaga
Pixinguinha
Noel (Rosa)
Cartola
Orestes (Barbosa)
Caetano (Veloso)
João Gilberto
Erasmo (Carlos)
(Jorge) Ben (Jor)
Roberto (Carlos)
(Gilberto) Gil
Hermeto (Pascoal)
Edu (Lobo)
Bituca
Nara (Leão)
Gal (Costa)
(Maria) Bethania
Rita (Lee)
Clara (Nunes)

Todos os artistas acima foram influências na música, temas de pesquisa e ainda inspiram grupos musicais ouvidos hoje, como os grupos de pagode. Um exemplo clássico é a influência do samba de Partido Alto, como Bezerra da Silva, tanto na influência de cantores como Zeca Bagodinho e Dudu Nobre como em grupos como Racionais Mc’s.

Diversidade social brasileira

Vamos olhar para essas três imagens

Vemos três realidades aqui. A primeira é uma das regiões da cidade de São Paulo mais ricas. A segunda, uma cidade tradicional e com “ares” de área rural. A terceira é uma das maiores favelas (que está se transformando em bairro) chamada Paraisópolis. Só para termos uma idéia da dimensão de Paraisópolis, ela tem cerca de 80 mil habitantes, quase a mesma quantidade que toda a cidade de Paulínia.

As favelas são um fenômeno socioeconômico de quase um século. Depois do fim da escravião, muitos ex-escravos foram para as regiões urbanas das cidades. Uma parcela montaram cortiços, e outra, subiram para os morros. Com a derrubada dos grandes casarões nos centros – principalmente na cidade do Rio de Janeiro, capital do país na época, para melhorias de urbanização e saneamento básico – os moradores destes cortiços fora estabelecer residências  nos morros.

…precursor das favelas, onde moram os excluídos, os humildes, todos aqueles que não se misturavam com a burguesia.” – O Cortiço,  Aluísio Azevedo.

A favela não é o único, mas um dos vários sinais de desigualdade social no Brasil. Para tentar resolver de forma paliativa o problema  para a cidade, já cogitou-se em pintar as favelas de verde, para, de longe, se misturarem à mata do morro.

Vamos olhar para o dado já trabalhado em sala, mas agora com valor absolutos, para vermos o tamanho dos problemas no Brasil.

No Brasil, dentre os vários problemas sociais, temos o analfabetismo. Para este caso, temos os seguintes valores:

  • Porcentagem de analfabetos no Brasil com 15 anos ou mais no ano de 1999 – 13,3%
  • Porcentagem de analfabetos no Brasil com 15 anos ou mais no ano de 1999 – Homens – 13,3%
  • Porcentagem de analfabetos no Brasil com 15 anos ou mais no ano de 1999 – Mulheres – 13,3%

Vamos entender estes dados (atentem-se aos valores corretos, já que para muitos de vocês eu passei valos aproximados):

Se não soubermos quantos brasileiros viviam no Brasil e faziam parte deste grupo, a informação é apenas um número sem valor. A quantidade de brasileiros com 15 anos ou mais eram de 119.590.490 habitantes. Logo, a quantidade de analfabetos (13,3%), era de 15.905.535 habitantes.

Aqui surge outro problema da tabela de onde estes dados foram colhidos. Havia a mesma quantidade de homens e mulhers no Brasil em 1999? A resposta é não. É fato concreto de que há menos homens do que mulheres.

Haviam no Brasil 83.602.316 homens e 86.270.539 mulheres no Brasil em 1999. Infelizmente não encontrei os dados de analfabetismo no site IBGE, mas trabalhando com os dados que já temos, é possível afirmar que cerca de 7.827.852 homens e 8.077.683 mulheres com 15 anos ou mais eram analfabetos no Brasil em 1999. Os problemas sociais afetam, no que se refere ao sexo/gênero, a todos, mas refletem-se mais nas mulheres.

Pergunta:

Aquilo que chamados de diversidade cultural e diversidade social estão intimamente ligados? Explique, baseando-se nas aulas. (A pergunta tem grande peso pessoal e vai valer 0,2. Por favor, não comecem com “sim” ou “não”. Entendam esta pegunta como um tema de redação).

Enviem a resposta até o dia 06/03/2010, às 22:00.

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Categorias:2º ano do EM Tags:
  1. Roberto
    22 de fevereiro de 2010 às 18:51

    Olá professor,sou do 2ºE DO Porphyrio, gostei muito do blog. Adorei o Conteúdo!!!

    • 23 de fevereiro de 2010 às 13:08

      Agradeço a atenção. Espero que, assim como você, seus colegas e o pessoal de outras turmas também gostem. É um trabalho que pode melhorar e se dinfundir como uma possibilidade mais interessante de lecionar.

  2. 25 de fevereiro de 2010 às 20:34

    Boa noite…

    Sou pai de uma nova aluna sua, a Julia Helena do 1º ano matutino no Mascarenhas. Estávamos agora há pouco discutindo sobre a importancia de entendermos a sociologia, da necessidade de confrontar o senso comumm x o olhar cientifico. Espero que haja sucesso em sua jornada. Espero também poder contribuir com suas aulas aqui em casa.

    Abraço e parabéns pelo espaço inovador e método atual de ensino !

    • 26 de fevereiro de 2010 às 12:27

      Agradeço muito. Sua filha tem sorte de ter um pai que se compromente com o conhecimento, algo que infelizmente muitos pais evitam ter por causa do grande conflito gerado em relação as suas próprias idéias preconcebidas.

  3. 25 de fevereiro de 2010 às 20:39
    • 26 de fevereiro de 2010 às 23:20

      Obrigado pelo comentário professor… gostaria de saber sobre os pontos que não concorda… (vc. sabe que isso nos ajuda mais do que as concordâncias)…

      No aguardo…

      e mais uma vez, grato pelo comentário.

      Abraço!

      • 28 de fevereiro de 2010 às 2:29

        Assim que possível, vou reler o texto que estava em destaque ontem, dia 26, e então apresento minhas discordâncias.

  4. Roberto
    2 de março de 2010 às 20:28

    Professor gostaria que informasse o e-mail para responder a esta questão!!!
    Desde já muito obrigado!!!

  5. Roberto
    2 de março de 2010 às 21:41

    A sim professor, me desculpe não atentei para isso…..só uma dúvida têm problema não colocar o número da chamada no e-mail pois ainda não temos definido!!!Valew

    • 3 de março de 2010 às 11:22

      Não se procupe com número de chamada por enquanto. Quando me entregarem na direção os livros de chamada das salas, eu avisarei da necessidade.

      • Roberto
        3 de março de 2010 às 18:53

        Ok.muito Obrigado!!!

  6. ryu
    4 de março de 2010 às 15:56

    professor mto bom o blog ,e tem um conteudo diversificado vo visitar todos dias ^^

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